terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Questão de escolha.


Todos os passos que damos em nossas vidas são precedidos por um momento determinante seja ele de dúvida ou mesmo de confirmação.

Segundo Jean Paul Sartre " Ser é escolher", partimos então do princípio que cada pequeno ou grande momento que vivemos é baseado em nosso poder de seleção (avaliação) e a eterna vontade de acertar.
O movimento constante dos minutos, horas e dias só é possível pois existe em nós uma força que anseia por ações que por sua vez possibilitam mudanças, de forma cíclica e infinita.

Esse ensaio sobre o ato de escolher/optar é pra falar um pouco sobre a nossa capacidade de escolhas, muitas vezes inconscientemente, rodeada por emoções e sentimentos que não compreendemos, o que nos torna imprevisíveis e muitas vezes desprovidos de qualquer lógica, o que não quer dizer por sua vez que sejam escolhas erradas.

O ponto a que quero chegar é que por muitas vezes fazemos o uso do nosso direito de decisão acreditando que somente a melhor opção irá nos satisfazer e se posteriormente nos decepcionamos com tal escolha nos culpamos e simplesmente aceitamos o fato, esquecendo que novas possibilidades sempre virão, e que diante uma conclusão equivocada abre-se um novo cenário repleto de alternativas que mais uma vez exercitarão nossa aptidão para assumir o controle e tomar uma posição, mesmo que por um instante sequer, até que ela novamente se altere.

Eu, como todos nós, sou um exemplo vivo sobre o efeito da seleção, não tão natural, que fazemos a cada instante. Há 2 longos anos sou uma quase Decoradora. Ainda não me formei, mais também não larguei o curso.Engana-se quem pensa que o 'quase' não é uma escolha, ele pode não chegar a uma conclusão mais com toda certeza ele envolve ponderação, renuncia e/ou aceitação. Para se chegar a indecisão do quase foi preciso passar pela fase da deliberação, mesmo que daí não se tenha chegado a uma resposta conclusiva. 

O quase, aquele mesmo que faz total diferença quando lembramos do "copo meio vazio ou meio cheio" dependendo do ponto de vista do observador, está hoje na minha vida porque assim eu escolhi, isso mesmo, uma escolha! Decidi não tomar uma posição, ao menos nesse momento. 

A opção que fiz um dia, valorizando a minha fixação por tudo aquilo que traz brilho aos olhos, por um bom tempo me foi satisfatória, o primeiro ano de faculdade foi empolgante, descobrir o fator criação, a idéia fixa de traduzir desejos em belas imagens, a esperança de projetar o ambiente perfeito, tudo isso me encantou, e continua me encantando, porém hoje de uma forma diferente. Já não tenho tanta certeza se quero projetar o sonho de outras pessoas, mais quero com toda certeza me encantar também com eles.

A minha paixão por imagens continua, posso dizer que até mais viva e também mais seletiva, e ainda quero que tudo isso faça parte da minha vida. Cabe a mim, agora, e novamente, passar para uma nova fase, fazer testes, ser parte de experiências de vida, e seguir o círculo da nossa existência.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Escrever sobre escrever.

Para tudo é preciso um ponto de partida, portanto dou início aqui hoje a materialização de alguns dos meus pensamentos da forma que melhor me entendo com eles, a palavra no papel (neste caso, ambas virtuais).

Tão naturalmente faço daqui uma extensão de todos os meus cadernos, blocos e anotações, como sempre me foi natural o ato, ou mesmo hábito, de escrever.

Chega a ser engraçado como para mim as ideias fluem muito melhor quando escritas, fazendo da caneta e do teclado do computador companhias constantes e ferramentas mais do que fiéis para me expressar.

Não sei explicar objetivamente essa minha fixação pela escrita, nem mesmo sei precisar o momento da sua origem. O que posso dizer é que com minhas pequenas frases ou longos textos, registrados no papel, posso externar de forma mais clara o que penso, entendo e sinto.

Sempre fui fã de livros, independente do assunto sobre o qual eles falassem, e costumava os devorar até pouco tempo atrás, quando me dei conta de que por muitas vezes de nada vale tanta informação adquirida se não a utilizarmos e renovarmos sempre.

Não deixei de ler, muito pelo contrário, continuo lendo sempre e procurando selecionar cada vez mais cada nova informação que peço que minha memória guarde, porém agora tenho também exercitado o meu poder criativo mais constantemente, de forma que tenho me empenhado a escrever sempre uma nova ideia por dia. Dessa forma consigo registrar e objetivar meus pensamentos.

Alias, registrar e objetivar são duas das características mais importantes que a escrita tem para mim. É como ter o benefício de suas palavras eternizadas, pela explicação mais pura e obvia de que o papel (ou a memória do computador) pode guardar por mais tempo o que um dia você pensou. E que armazenar, combinar, modificar e inventar ideias pode ser bem menos confuso no papel, quando podemos lista-las sem nos perdermos no turbilhão de conceitos e imagens guardados em nossa mente.

É claro que escrever nem sempre é fácil, mesmo para quem tem gosto para tal, ou até mesmo seja mais difícil para essas pessoas. Escrever é sim um grande trabalho, e escrever com propriedade ainda mais.

Assim que finalmente me comprometi  a tornar públicos as minhas notas e textos, procurei informações que me auxiliassem a fazer isso da melhor forma possível e então estou aqui, lendo sempre e escrevendo cada vez mais. 


Trilhando o início de um novo caminho.